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Rede de ideias, inovação e negócios

ideiasSteve Jobs já dizia que “criatividade é a arte de conectar ideias”. De fato, estudos recentes sobre a habilidade de criar soluções inovadoras e diferenciadas comprovam que pessoas criativas não são mais talentosas do que outras ou nasceram com um gene especial. Em 1990, o psicólogo Kevin Dunbar da Universidade McGill, filmou o comportamento de cientistas em laboratório e fez longas entrevistas buscando identificar a origem de grandes descobertas.


Ao contrário do que se imaginava, os grandes insights não ocorriam nas longas horas de trabalho e concentração em laboratório, mas se davam em conversas e reuniões com outros pesquisadores. O estudo demonstrou que as ideias não nascem prontas, mas são construídas ao longo do tempo com a da troca de saberes, contribuições, questionamentos e contato com outros pensamentos.

Muitos produtos que ganharam destaque no mercado e foram considerados grandes inovações surgiram de mercadorias que já existiam, mas apresentavam algum tipo de limitação ou problema. Até 1970, por exemplo, todas as malas de viagem do mundo só eram carregadas a mão ou nas costas. O americano Bernad Sadow trabalhava em uma fábrica de malas e casacos, tendo várias referências do produto, e um dia teve a ideia de criar uma mala com rodinhas após observar a esteira por onde elas eram passadas no aeroporto.

Mas como ninguém pensou ou percebeu isso antes?? Talvez alguém até tenha pensado, mas acabou não transformando a ideia em negócio. O fato é que tanto os produtos mais complexos quanto serviços simples e inovadores, como as malas com rodinhas na época, são desenvolvidos a longo prazo, com percepções acumuladas durante a vida. O problema é que muitas pessoas e empresas acabam ignorando ou menosprezando ideias e tendências de consumo. Ora, o incômodo das pessoas para carregar peso pra cima e pra baixo, era no mínimo um indicativo para as grandes indústrias buscarem soluções que viessem a atender tal demanda.

Grandes corporações de mídia e entretenimento têm sentido no bolso o peso de ignorar os sinais do mercado: com um novo perfil de consumidores que não suportam os tradicionais comerciais e propagandas, os serviços de streaming como o Spotify e Netflix ganham cada vez mais adeptos. Neste novo cenário, tanto os canais de televisão quanto os patrocinadores se veem perdidos: como reconquistar o público e atrair novos clientes para as empresas? As respostas não estão em um escritório ou em técnicas prontas de brainstorm, mas com o próprio público que deve ser ouvido e observado.

Nas redes sociais e grupos de conversação é possível descobrir vários indicativos de tendências em fotos, memes, vídeos, textos, notícias e artigos. Porém, o excesso de informações torna cada vez mais difícil selecionar o que realmente importa – há tempos o botão de Favoritos do browser não dá mais conta de tantos links que gostaríamos de salvar. Os conteúdos localizados nas redes e em sites são fontes de novas possibilidades para criação, e por isso não deveriam ser ignorados.

Uma ferramenta que tem sido utilizada para organizar e gerar novas ideias é o Pinterest. Trata-se de uma plataforma gratuita, com mais de 200 milhões de usuários em todo o mundo que criam pastas por temas para armazenamento de conteúdo. Há um “feed” onde são apresentadas imagens compartilhadas por outros usuários que podem ser seguidos. As imagens favoritas podem ser salvas (ou pinadas) e a própria ferramenta indica imagens semelhantes.

Diferente das tradicionais redes sociais, onde as pessoas compartilham suas vidas, no Pinterest os usuários compartilham ideias e desejos que podem representar tendências de mercado. Robinson Runchi, coordenador de estratégias do Pinterest, indica que o maior volume de buscas e itens salvos na rede não está associado a grandes marcas, mas a produtos e serviços específicos. Muitas empresas percebendo o potencial da rede para gerar tendências de consumo tem utilizado a plataforma para divulgar seus produtos.

Tanto para os empreendimentos que buscam conhecer mais os clientes, descobrindo e lançando tendências, quanto para os consumidores que organizam suas vidas e sonhos, o Pinterest se apresenta realmente como uma rede de ideias. Cada imagem pode ser associada a outra, confirmando o pensamento de Steve Jobs sobre a arte de conectar coisas e gerar novas ideias.

Miriam Amorim
Graduanda em Jornalismo na UFSC e especialista em Conteúdo na Dialetto. Ama ouvir, contar e escrever histórias.
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