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Gestão e estratégia: como inovar em um momento de incerteza?

Gestão e estratégia

Vivemos um momento no qual não só tecnologias estão em convergência mas, principalmente, as gerações. Essa transformação toda é sentida diretamente no que diz respeito à gestão e estratégia dos negócios. Esse foi um dos pilares de duas palestras no segundo dia da última edição do RD Summit, conduzidas por Sandro Magaldi, CEO do MeuSucesso.com, e Martin Spier, engenheiro de performance do Netflix. E nem preciso explicar a importância deste serviço de streaming que tem conquistado cada vez mais adeptos pelo mundo inteiro e deixado conglomerados midiáticos de cabelo em pé, certo?

Como fazer gestão e estratégia em um momento de incerteza?

Esse foi o mote da palestra de Sandro. Para ele, uma das respostas é pensar em como transformar e otimizar a educação para fazer com que mais do que fornecer conhecimento, escolas e instituições de ensino superior possam formar empreendedores. Ou seja, pessoas com uma visão diferenciada e que consigam superar adversidades no mercado. Porém, o problema maior está em algumas organizações corporativas – independente do porte e segmento de atuação – resistentes em refletir sobre as mudanças tecnológicas e inovadoras da indústria 4.0, também chamada de quarta revolução industrial. Desafios que já começaram a acontecer e, ao que tudo indica, só irão aumentar com o passar dos anos.

Na palestra, Sandro fez uma provocação a partir da apresentação de um dos primeiros filmes em curta-metragem já feitos, filmado em 1895 pelos Irmãos Lumière, “L’Arrivée d’un train à La Ciotat”. Conta-se que ao apresentarem essa filmagem para um pequeno grupo de pessoas, alguns tiveram medo da novidade e correram, imaginando que o trem sairia da parede e iria atropelá-los; outros acenaram para os viajantes, como se aquilo estivesse realmente acontecendo.

Para Magaldi, atualmente as pessoas reagem da mesma forma cada vez que uma nova tecnologia é lançada. Uns com medo de que elas “roubem” o lugar ocupado pelo homem, outros resistentes à mudança e alguns poucos que acreditam ser possível transformar nossas vidas com tanta novidade. Por quê? Não estamos preparados para lidar com tanta ruptura.

O ouro da nova economia é o conhecimento

É só pensarmos que grande parte do nosso modelo de gestão e estratégia foi criado a partir da Revolução Industrial dos séculos XVIII e XIX, considerando fatores como classe social para gerir empreendimentos públicos ou privados. Mas agora o conhecimento é a palavra-chave da vez, ainda que um capital inicial robusto ou conexões sejam importantes.

Estamos em um ponto de bifurcação da convivência entre o tradicional, o moderno e o que está por vir. Prova disso é que modelos de negócio de muitas startups estão revolucionando o mercado e influenciando, inclusive, estruturas corporativas mais tradicionais. Das dez marcas mais valiosas do mundo, cinco são de base tecnológica: Google, Apple, Microsoft, Amazon e Facebook. Mas você precisa ter uma super empresa de tecnologia para dar certo no mercado? Não. Pode apenas usar os bons exemplos de gestão e estratégia destes gigantes para melhorar os negócios. Como?

  • Entenda como funciona a gestão e estratégia deles e some àquilo que já é praticado e que dá certo.
  • Reverta em educação, com foco em inovação e empreendedorismo.
  • Mais do que tudo: mude a visão dos líderes.

No encontro entre diferentes gerações e perfis profissionais, a chave é valorizar uma cultura nova para romper com os negócios tradicionais. O elemento mais importante é o ser humano e sua capacidade de pensar. Citando um dos autores mais aclamados sobre revolução digital, Alvin Toffler, o “X” da questão é saber aprender, desaprender e depois reaprender. Não estacione no tempo e nem deixe que o medo ou a confusão matem os negócios. Lembre-se: o ouro da nova economia é o conhecimento. Portanto, mais do que nunca é preciso repensar modelos de negócio consolidados e transformar a cultura organizacional das empresas.

Modelo Netflix: uma cultura de inovação contínua

E foi justamente sobre a inovação na cultura organizacional que o brasileiro Martin Spier, um dos engenheiros de performance do Netflix, baseou seu pitch sobre como é trabalhar neste que é considerado um dos melhores serviços de streaming de todos os tempos. Ainda que não esteja diretamente ligado às áreas de marketing e gestão de pessoas, Martin explicou aos participantes as vantagens e os desafios em trabalhar para o Netflix e como as empresas podem adotar estratégias para inovar sua cultura organizacional.

Como o Netflix vive um momento de arquitetura escalável, acreditar e dar autonomia para as pessoas é fundamental para fazer com que o time potencialize um negócio para alcançar seus objetivos. Para isso, três fatores são primordiais:

  1. Encorajar os colaboradores a fazerem a tomada de decisão, de forma independente;
  2. Compartilhar as informações, para que todos entendam o que é o negócio, qual seu atual momento e o que os líderes esperam do futuro;
  3. Evitar regras desnecessárias, que desestimulem a equipe e enfraqueça seu engajamento.

Gestão e estratégia: pessoas vêm antes dos processos

Tudo isso a partir de uma filosofia de que as pessoas vêm antes dos processos. Ainda que haja a presença de gestores e coordenadores de cada setor, o colaborador que faz parte de um dream team deve entender que também tem um poder de ajudar o negócio, assim como pode cometer um deslize que possa interromper essa curva de crescimento. Para evitar qualquer crise, é necessário contratar as melhores pessoas possíveis. Como? Os gestores devem se perguntar se ficariam em uma posição de risco e se lutariam para manter essa pessoa no time, no momento da contratação. Ou seja, a empresa também deve participar ativamente do processo de seleção, ainda que delegue parte dessa tarefa para uma empresa terceirizada.

Embora possa parecer estranho, Spier garante que isso não influencia os colaboradores a terem medo de falhar. A medição de suas ações não se dá através dos erros, mas sim da entrega dos resultados de cada colaborador. Por isso, para fortalecer seu dream team, é importante ter em mente três pontos:

  1. Motivar todos os colaboradores, para que sejam como atletas de alta performance: sempre motivados e engajados a vestir a camisa;
  2. O trabalho não precisa ser necessariamente duro, mas sim efetivo;
  3. Como recompensa, um pagamento de excelência ou privilégios para compensar o esforço individual feito e que tenha somado ao ganho coletivo.

Finalmente, Spier destacou a importância de valorizar as equipes. Dessa forma, o colaborador entende quais são suas responsabilidades e empenha-se ao máximo, sem depender de um monitoramento das suas tarefas. Claro que isso só é possível se houver um plano de ações sólido e estruturado para que cada um do time, de forma autônoma, atinja seus gols. Ou seja, autodisciplina e autoliderança são fundamentais não só para trabalhar na Netflix, mas em qualquer empresa que esteja em um processo escalável ou não queira estacionar no tempo.

O que podemos tirar disso tudo? Diante de uma avalanche de novidades, é preciso ter mente aberta e coração frio para encerrar tarefas ou reciclar processos que não estão rendendo tanto. E, o principal: contar com pessoas engajadas e que queiram crescer junto com o negócio, sem medo do que está por vir.

Samira Moratti Frazão
Jornalista. Fascinada por histórias, pelas de hoje e do passado. Mestre em Jornalismo pelo PPGJor/UFSC. Atualmente faz Doutorado em História na UDESC e integra o time de Assessoria de Imprensa e Inbound da Dialetto.
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